Bonde do Detran
Embora não seja tão novo, vale a pena recomendar. São os funks e ringtones inspirados na fraude do Detran. O blog A Nova Corja, uma espécie de CQC da política gaúcha, criou pancadões e toques de celular com base em algumas pérolas desse episódio. Usando trechos de escutas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal na Operação Rodin e de depoimentos dados à CPI, o site elaborou hilárias confirmações de que, no Brasil atual, qualquer coisa vira funk.
Não tem a ver com rádio, eu sei, mas ouvi esses áudios pela primeira vez no programa Ciranda da Cidade, da Band. Na quarta da semana passada, a cada final de bloco, o apresentador Felipe Vieira ia pro intervalo com uma música diferente feita pelo blog. Que, pra quem quiser acessar, repito, se chama A Nova Corja.
A primeira – e, pra mim, a melhor – é de MC Busatto, que, pela lógica do mercado fonográfico, saiu forçado das paradas de sucesso.
Esta agora é uma coletânea de frases memoráveis proferidas por algumas das figuras grampeadas pela PF.
E, pra fechar, dois ringtones: o "Se é guerra, é guerra", do ex-diretor do Detran Flávio Vaz Netto, em ligação pro ex-diretor da CEEE Antônio Dorneu Maciel; e o "Eu não posso tratar isso por telefone", também dito por Vaz Netto, só que pra um cara identificado como Cláudio, que tentava explicar ao então diretor como seria a divisão da propina.
domingo, 15 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Ouvidoria
Toca Raul!
Cabisbaixos, vermelhos e com as veias saltando. Assim ficam os olhos de quem chora muito. Ou de quem dorme pouco. Assim devem ter ficado os olhos da sra. governadora do Estado nos últimos dias. E acho que a segunda hipótese é mais plausível: poucas horas de sono. Ela não é do tipo que chora fácil. Tal como Lula, que compôs seu primeiro escalão de maneira errante, Yeda sofreu o ônus de ter que mandar embora figuras nocivas à continuidade do mandato. Tal como Lula, que é respaldado pelos braços do povo, Yeda talvez venha a ser considerada apenas uma mandatária que não sabia de nada. Tal como Lula, se não pecou por ação, o fez por omissão. Só que, ao contrário de Lula, popular por excelência, Yeda não parece ter carisma suficiente para recompor sua imagem.
Mas enfim. Falando dos olhos da governadora, tenho mais uma pra contar. Envolve o produtor aquele, hoje repórter da minha antiga firma. Pois foi como repórter que ele viveu outra antológica. Tinha ido cobrir um evento do governo do Estado, e, no momento da coletiva, os jornalistas fariam suas perguntas a Yeda depois que ela discursasse. Como no futebol, a prioridade é para os repórteres de rádio. Na seqüência, falam os de outros veículos. Por ser de rádio, o cara esse seria um dos primeiros.
Porém, quando chegou a sua vez, ele não estava posicionado corretamente. O microfone destinado para a imprensa ficava à esquerda do palanque oficial, e o tal repórter se encontrava à direita. Imediatamente, começou a se dirigir pro microfone, indo por fora da imensa turba de jornalistas. Olhos atentos, Yeda percebeu o desarranjo e sugeriu: “Ao invés de fazer toda a volta, passa aqui pela frente. É mais fácil”. Então, ele: “É que, se eu for por aqui, vou passar na frente das câmeras de TV”. E a governadora, com o olhar brilhando: “Não tem problema. Tu é um colírio pros nossos olhos”.
Na mesma hora, segundo o próprio, um vermelhão tingiu seu rosto. Um vermelho-vergonha. Tal como devem ter ficado os olhos da governadora ultimamente. Injetados, vermelhos, precisando de um colírio. Ou de óculos escuros, na ausência do referido repórter.
Cabisbaixos, vermelhos e com as veias saltando. Assim ficam os olhos de quem chora muito. Ou de quem dorme pouco. Assim devem ter ficado os olhos da sra. governadora do Estado nos últimos dias. E acho que a segunda hipótese é mais plausível: poucas horas de sono. Ela não é do tipo que chora fácil. Tal como Lula, que compôs seu primeiro escalão de maneira errante, Yeda sofreu o ônus de ter que mandar embora figuras nocivas à continuidade do mandato. Tal como Lula, que é respaldado pelos braços do povo, Yeda talvez venha a ser considerada apenas uma mandatária que não sabia de nada. Tal como Lula, se não pecou por ação, o fez por omissão. Só que, ao contrário de Lula, popular por excelência, Yeda não parece ter carisma suficiente para recompor sua imagem.
Mas enfim. Falando dos olhos da governadora, tenho mais uma pra contar. Envolve o produtor aquele, hoje repórter da minha antiga firma. Pois foi como repórter que ele viveu outra antológica. Tinha ido cobrir um evento do governo do Estado, e, no momento da coletiva, os jornalistas fariam suas perguntas a Yeda depois que ela discursasse. Como no futebol, a prioridade é para os repórteres de rádio. Na seqüência, falam os de outros veículos. Por ser de rádio, o cara esse seria um dos primeiros.
Porém, quando chegou a sua vez, ele não estava posicionado corretamente. O microfone destinado para a imprensa ficava à esquerda do palanque oficial, e o tal repórter se encontrava à direita. Imediatamente, começou a se dirigir pro microfone, indo por fora da imensa turba de jornalistas. Olhos atentos, Yeda percebeu o desarranjo e sugeriu: “Ao invés de fazer toda a volta, passa aqui pela frente. É mais fácil”. Então, ele: “É que, se eu for por aqui, vou passar na frente das câmeras de TV”. E a governadora, com o olhar brilhando: “Não tem problema. Tu é um colírio pros nossos olhos”.
Na mesma hora, segundo o próprio, um vermelhão tingiu seu rosto. Um vermelho-vergonha. Tal como devem ter ficado os olhos da governadora ultimamente. Injetados, vermelhos, precisando de um colírio. Ou de óculos escuros, na ausência do referido repórter.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Ouvidoria
Colocando... (4)
Vida de produtor é triste. Ainda mais quando o apresentador produzido não colabora. Na curta experiência que pude ter em nobre ofício, convivi com pessoas muito inteligentes, jornalística e emocionalmente. Mas sempre tem aquelas figuras menos humildes, adeptas de submeter o produtor a técnicas de tortura mental.
Na minha ex-firma, tem um grande repórter que, quando começou, produzia um certo programa, cujo âncora era um cara conhecido por pautar suas relações de trabalho de modo, digamos assim, arrogante, estúpido e boçal. O tal produtor, a cada dia, recebia as habituais chibatadas desferidas pelo chicote do presunçoso carrasco, que, via de regra, não sabia resolver um problema de forma civilizada e, o que é mais importante, educada. Pedir desculpa, então, nem pensar.
Infelizmente, nem todo mundo sabe ser humano. Mas isso é outra história. O que interessa aqui é que, certa vez, o produtor em questão não tinha quem colocar no ar. O apresentador havia lhe pedido pra encontrar alguém que pudesse dar entrevista sobre uma dada pauta. Determinado, lá foi ele pra milagrosa agenda da produção – sem ela, a firma não vai pra frente. O programa já estava em curso. E, após tentar as únicas fontes possíveis e não conseguir falar com nenhuma delas, disse pro apresentador: “Fulano, ninguém atende o telefone. Pra quem mais eu posso ligar?”.
Primeiro, teve que receber gratuitamente os mais gentis impropérios e palavrões. Depois, ouviu uma oportuna e cabível sugestão: “Sei lá, porra. Tu que é o produtor. Se não achar ninguém, bota a tua mãe no ar”. Era tudo que ele queria ouvir naquele momento. Desesperado, não sabia mais o que fazer. Então, após pensar um pouco, resolveu dar um tapa de luva no apresentador. Tirou o telefone do gancho, discou um número que sabia de cabeça e, em resposta ao “alô” vindo do outro lado, falou: “Mãe, sou eu. Vou te botar no ar aqui na rádio. Mas se ninguém te chamar, não fala nada”. E pediu pro operador levar a ligação ao ar.
Com a naturalidade de quem chuta o balde, pegou um papel, escreveu alguma coisa e o espalmou no vidro do aquário. No improvisado cartaz, apenas os dizeres “Minha mãe”. Claro que o apresentador não conversou no ar com a respeitável senhora, que nada tinha a ver com a história, mas pôde sentir, ainda que brevemente, o gosto de ser sacaneado.
Vida de produtor é triste. Ainda mais quando o apresentador produzido não colabora. Na curta experiência que pude ter em nobre ofício, convivi com pessoas muito inteligentes, jornalística e emocionalmente. Mas sempre tem aquelas figuras menos humildes, adeptas de submeter o produtor a técnicas de tortura mental.
Na minha ex-firma, tem um grande repórter que, quando começou, produzia um certo programa, cujo âncora era um cara conhecido por pautar suas relações de trabalho de modo, digamos assim, arrogante, estúpido e boçal. O tal produtor, a cada dia, recebia as habituais chibatadas desferidas pelo chicote do presunçoso carrasco, que, via de regra, não sabia resolver um problema de forma civilizada e, o que é mais importante, educada. Pedir desculpa, então, nem pensar.
Infelizmente, nem todo mundo sabe ser humano. Mas isso é outra história. O que interessa aqui é que, certa vez, o produtor em questão não tinha quem colocar no ar. O apresentador havia lhe pedido pra encontrar alguém que pudesse dar entrevista sobre uma dada pauta. Determinado, lá foi ele pra milagrosa agenda da produção – sem ela, a firma não vai pra frente. O programa já estava em curso. E, após tentar as únicas fontes possíveis e não conseguir falar com nenhuma delas, disse pro apresentador: “Fulano, ninguém atende o telefone. Pra quem mais eu posso ligar?”.
Primeiro, teve que receber gratuitamente os mais gentis impropérios e palavrões. Depois, ouviu uma oportuna e cabível sugestão: “Sei lá, porra. Tu que é o produtor. Se não achar ninguém, bota a tua mãe no ar”. Era tudo que ele queria ouvir naquele momento. Desesperado, não sabia mais o que fazer. Então, após pensar um pouco, resolveu dar um tapa de luva no apresentador. Tirou o telefone do gancho, discou um número que sabia de cabeça e, em resposta ao “alô” vindo do outro lado, falou: “Mãe, sou eu. Vou te botar no ar aqui na rádio. Mas se ninguém te chamar, não fala nada”. E pediu pro operador levar a ligação ao ar.
Com a naturalidade de quem chuta o balde, pegou um papel, escreveu alguma coisa e o espalmou no vidro do aquário. No improvisado cartaz, apenas os dizeres “Minha mãe”. Claro que o apresentador não conversou no ar com a respeitável senhora, que nada tinha a ver com a história, mas pôde sentir, ainda que brevemente, o gosto de ser sacaneado.
domingo, 8 de junho de 2008
Estranhezas cotidianas
Idosa faz festa de arromba na Índia para garantir lugar no céuUma rica viúva indiana de 80 anos gastou cerca de US$ 37,5 mil em uma festa para milhares de convidados, na esperança de que essa ação possa lhe garantir um lugar no céu, conforme relatou a mídia local.
Para encher sua festa de pessoas, Phuljharia Kunwar convidou os moradores de vilas e cidades perto de sua casa. Autoridades locais disseram que a viúva, que vive em Bihar, não tem parentes próximos e gastou todo esse dinheiro porque não tem para quem deixar suas posses.
“Ela nos disse que agora poderia começar sua jornada final e que sua alma poderia descansar em paz no céu”, afirmou Ajay Kumar Bulganin, que participou da festa realizada na quarta e quinta-feira desta semana. (g1)
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Antes era pagar o dízimo, comprar pedaços das vestes sagradas, doar dinheiro aos pobres. Mas, vem cá, com a terceira idade sendo considerada a melhor, por que não uma coisa mais moderninha?
Festa de arromba em busca de um lugar no céu. Isso que a festividade nem foi voltada para um fim beneficente, foi simplesmente chamar a galera e correr pro abraço, pra champanhe, pros canapés. E haja fé para realmente acreditar que, promovendo uma night, reservamos nossa poltroninha lá de cima.
De qualquer forma, o acontecimento só serve para confirmar o quanto a fé e a religião, em geral, estão deturpadas. E isso não é uma crítica, é apenas uma constatação de que aqueles antigos e ultrapassados preceitos não condizem mais com a realidade. A posição tomada pela Igreja em relação ao uso de métodos contraceptivos, ao celibato e ao aborto, por exemplo, só fazem com que a população se sinta cada vez menos compreendida pelos seus representantes espirituais.
Mesmo assim, a esperança de "um lugar melhor" depois da morte permanece já que, como alguns afirmam, o inferno é aqui.
E quanto às velhinhas por aí que não resistem a uma boa farra?
Que requebrem!
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Inutilidades
Prognóstico
Saiu no Times: as pessoas não têm mais o costume de ir em festas de reencontro escolares. O motivo? A proliferação de sites de relacionamento como Orkut, Facebook, MySpace, etc, etc.
Quem se anima a sair de casa, se no conforto do lar dá pra bisbilhotar a vida alheia? Saber o que aquela patricinha está fazendo agora, onde o nerd está trabalhando... - E confirmar as expectativas, certo?
Agora, com alguns cliques, é fácil saber quem casou, quem tem filhos, quem se mudou, quem enriqueceu... A curiosidade é satisfeita. Sem mais motivos aparentes para ir à reunião.
Não faz tanto tempo assim que eu deixei a escola. Mesmo assim, nunca compareci a nenhum reencontro. Acho que já faço parte da nova geração...
Saiu no Times: as pessoas não têm mais o costume de ir em festas de reencontro escolares. O motivo? A proliferação de sites de relacionamento como Orkut, Facebook, MySpace, etc, etc.
Quem se anima a sair de casa, se no conforto do lar dá pra bisbilhotar a vida alheia? Saber o que aquela patricinha está fazendo agora, onde o nerd está trabalhando... - E confirmar as expectativas, certo?
Agora, com alguns cliques, é fácil saber quem casou, quem tem filhos, quem se mudou, quem enriqueceu... A curiosidade é satisfeita. Sem mais motivos aparentes para ir à reunião.
Não faz tanto tempo assim que eu deixei a escola. Mesmo assim, nunca compareci a nenhum reencontro. Acho que já faço parte da nova geração...
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Estranhezas cotidianas
Vendedor coleciona sapatos de ladrões que assaltaram sua loja

O dono de uma loja de bebidas em Durango (Colorado, EUA) cansou de esperar a ação da polícia e desenvolveu seu próprio método para intimidar os ladrões que eram clientes "fiéis" de sua loja. Gabe Fidanque, que diz ter perdido até US$ 1 mil por mês com os roubos, começou a confiscar sapatos dos assaltantes.
"Eu deixo eles escolherem. Ou eu chamo a polícia ou eles me dão um dos sapatos", disse Fidanque em entrevista ao "The Durango Herald".
Ele diz que vinha reclamando dos roubos há dois anos, mas os ladrões retornavam à loja horas depois de serem presos. Desde que adotou essa política, o vendedor teria confiscado menos de 10 sapatos.
A coleção, porém, vai ser desfeita. A polícia de Durango diz que a prática é ilegal, já que, pelas leis da cidade, Fidanque está cometendo um crime para combater uma contravenção.
O resto, aqui.
________________________________________________________
Cada um com seus cada um, "né não"?
Num mundo onde se correr o bicho pega e se ficar o bicho come, cada um usa a arma que lhe for mais conveniente.
Uma prova de que a ineficiência da segurança pública não é um problema apenas dos países de Terceiro Mundo. Não que seja bonito, então, nos igualarmos a um país como os Estados Unidos nesse ponto; teríamos outras coisas para imitar que não os defeitos yankees (diferentes dos nossos, mas não menos importantes).
De qualquer forma, sabemos que muitas vezes não é feito o devido policiamento nas áreas de risco não pela má vontade dos policiais, mas pela falta de efetivo e de estrutura. Em uma entrevista para um telejornal da faculdade, conversei com um PM que fazia a ronda em uma das ruas porto-alegrenses conhecida pelos assaltos e roubo de carros, a Ramiro Barcelos. O rapaz, em questão, me explicou que, não raro, são enviados para vigiar a rua sem sequer terem um rádio para contato com a central. Pode?
Definitivamente, o problema não é tão raso.
Enquanto isso, colecionemos pares de meias, quem sabe?

O dono de uma loja de bebidas em Durango (Colorado, EUA) cansou de esperar a ação da polícia e desenvolveu seu próprio método para intimidar os ladrões que eram clientes "fiéis" de sua loja. Gabe Fidanque, que diz ter perdido até US$ 1 mil por mês com os roubos, começou a confiscar sapatos dos assaltantes.
"Eu deixo eles escolherem. Ou eu chamo a polícia ou eles me dão um dos sapatos", disse Fidanque em entrevista ao "The Durango Herald".
Ele diz que vinha reclamando dos roubos há dois anos, mas os ladrões retornavam à loja horas depois de serem presos. Desde que adotou essa política, o vendedor teria confiscado menos de 10 sapatos.
A coleção, porém, vai ser desfeita. A polícia de Durango diz que a prática é ilegal, já que, pelas leis da cidade, Fidanque está cometendo um crime para combater uma contravenção.
O resto, aqui.
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Cada um com seus cada um, "né não"?
Num mundo onde se correr o bicho pega e se ficar o bicho come, cada um usa a arma que lhe for mais conveniente.
Uma prova de que a ineficiência da segurança pública não é um problema apenas dos países de Terceiro Mundo. Não que seja bonito, então, nos igualarmos a um país como os Estados Unidos nesse ponto; teríamos outras coisas para imitar que não os defeitos yankees (diferentes dos nossos, mas não menos importantes).
De qualquer forma, sabemos que muitas vezes não é feito o devido policiamento nas áreas de risco não pela má vontade dos policiais, mas pela falta de efetivo e de estrutura. Em uma entrevista para um telejornal da faculdade, conversei com um PM que fazia a ronda em uma das ruas porto-alegrenses conhecida pelos assaltos e roubo de carros, a Ramiro Barcelos. O rapaz, em questão, me explicou que, não raro, são enviados para vigiar a rua sem sequer terem um rádio para contato com a central. Pode?
Definitivamente, o problema não é tão raso.
Enquanto isso, colecionemos pares de meias, quem sabe?
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Inutilidades
Ócio Puro e Aplicado

Hoje é domingo, dia em que a maioria das pessoas não têm nada pra fazer. Ok, se você é jornalista ou "aspirante a", como no meu caso, você provavelmente está preso à alguma redação neste exato momento.
Voltando à vala das pessoas normais, que têm folgas em domingos, posto algo que realmente não tem utilidade nenhuma, a não ser, talvez, preencher o tempo de sobra que costumeiramente existe no primeiro dia da semana.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Inutilidades
Conforto Hi-tech

Quem costuma usar laptops e deixa eles apoiados em cima das pernas sabe o quanto eles podem incomodar e esquentar o que está em baixo!
Pensando nisso, a empresa Intelligent Forms criou o Laptop Pillow, ou Travesseiro para laptop (na minha livre tradução). Com diversos modelos, formatos e cores eles podem ser bem úteis para quem não gosta de deixar o PC portátil sobre a mesa.
O precinho é que é salgado. US$ 160. De qualquer forma, eles não entregam no Brasil...
Post via geeksugar.
domingo, 25 de maio de 2008
Ouvidoria
Colocando em dia... (3)
Patrocínio e jornalismo são instituições que andam abraçadas. Embora o primeiro mande no segundo, há um contínuo esforço de não deixar esse vínculo transparecer. Pelo menos por parte da TV e dos veículos impressos, que, aparentemente, procuram separar o conteúdo editorial do publicitário. Já o rádio se notabilizou por trilhar caminho oposto. Os dois noticiários mais tradicionais do dial gaúcho têm, no seu próprio nome, a marca de um anunciante. O “Correspondente Ipiranga”, da Gaúcha, e o “Correspondente Guaíba Aspecir Previdência” inspiram-se num similar que fez história: o “Repórter Esso”.
Além de popularizar a relação noticiário-patrocinador, o “Esso” criou mais alguns detalhes que perduram até hoje. Antes de ele surgir, em 1941, as informações dadas no rádio eram meras leituras de jornais e revistas. Não havia produção específica de material jornalístico para as emissoras. Pois, com apoio do então presidente Getúlio Vargas e sob tutela do famigerado DIP, o programa nasceu, voltado principalmente para propagandear ao povo brasileiro os acontecimentos da 2ª Guerra.
Com o tempo, foi se tornando mais eclético e ganhando credibilidade. Tanto que o povo começou a dizer: “Se o ‘Repórter Esso’ não deu, não aconteceu”. Este era um dos slogans do programa, que inicialmente se propôs a ser “o primeiro a dar as últimas” e, depois, mudou o lema para “testemunha ocular da História”. Outra contribuição lançada pelo noticiário foi a existência de horários fixos, característica que até então não havia nos radiojornais. Ele tinha a exata duração de cinco minutos.
O principal apresentador do “Repórter Esso”, transmitido pela Rádio Nacional, do Rio, foi o gaúcho Heron Domingues, que esteve à frente do programa por 18 anos. Em algumas capitais, havia uma edição local. Em Porto Alegre, ia ao ar pela Farroupilha, na qual o mais famoso âncora foi Lauro Hagemann. Por pressões da ditadura militar, o noticiário extinguiu-se em 31 de dezembro de 1968, apenas 18 dias depois da instalação do AI-5. A última edição teve uma breve retrospectiva de fatos históricos noticiados durante a trajetória do programa. Com a voz embargada, o locutor Roberto Figueiredo terminou a leitura assim:
Patrocínio e jornalismo são instituições que andam abraçadas. Embora o primeiro mande no segundo, há um contínuo esforço de não deixar esse vínculo transparecer. Pelo menos por parte da TV e dos veículos impressos, que, aparentemente, procuram separar o conteúdo editorial do publicitário. Já o rádio se notabilizou por trilhar caminho oposto. Os dois noticiários mais tradicionais do dial gaúcho têm, no seu próprio nome, a marca de um anunciante. O “Correspondente Ipiranga”, da Gaúcha, e o “Correspondente Guaíba Aspecir Previdência” inspiram-se num similar que fez história: o “Repórter Esso”.
Além de popularizar a relação noticiário-patrocinador, o “Esso” criou mais alguns detalhes que perduram até hoje. Antes de ele surgir, em 1941, as informações dadas no rádio eram meras leituras de jornais e revistas. Não havia produção específica de material jornalístico para as emissoras. Pois, com apoio do então presidente Getúlio Vargas e sob tutela do famigerado DIP, o programa nasceu, voltado principalmente para propagandear ao povo brasileiro os acontecimentos da 2ª Guerra.
Com o tempo, foi se tornando mais eclético e ganhando credibilidade. Tanto que o povo começou a dizer: “Se o ‘Repórter Esso’ não deu, não aconteceu”. Este era um dos slogans do programa, que inicialmente se propôs a ser “o primeiro a dar as últimas” e, depois, mudou o lema para “testemunha ocular da História”. Outra contribuição lançada pelo noticiário foi a existência de horários fixos, característica que até então não havia nos radiojornais. Ele tinha a exata duração de cinco minutos.
O principal apresentador do “Repórter Esso”, transmitido pela Rádio Nacional, do Rio, foi o gaúcho Heron Domingues, que esteve à frente do programa por 18 anos. Em algumas capitais, havia uma edição local. Em Porto Alegre, ia ao ar pela Farroupilha, na qual o mais famoso âncora foi Lauro Hagemann. Por pressões da ditadura militar, o noticiário extinguiu-se em 31 de dezembro de 1968, apenas 18 dias depois da instalação do AI-5. A última edição teve uma breve retrospectiva de fatos históricos noticiados durante a trajetória do programa. Com a voz embargada, o locutor Roberto Figueiredo terminou a leitura assim:
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